segunda-feira, 30 de abril de 2012

Estudo mostra que é difícil curar crianças com diabetes tipo 2


A única pílula aprovada nos Estados Unidos para o tratamento de crianças com diabetes tipo 2 está se mostrando surpreendentemente ineficaz, segundo um novo estudo, aumentando as preocupações sobre essa doença que vem se alastrando rapidamente e é altamente evitável.
A pesquisa, divulgada neste domingo, é um dos primeiros estudos prolongados para testar a eficácia de medicamentos em crianças diabéticas — estimadas em dezenas de milhares nos EUA. Os pesquisadores testaram três diferentes tratamentos com remédios para controlar a doença e descobriram que apenas cerca de metade dos participantes conseguiram controlar seus níveis de açúcar no sangue, apesar de cumprirem o tratamento com relativa fidelidade.
Os pesquisadores disseram que as conclusões sugerem que a maioria dos jovens portadores da doença pode necessitar de mais de um medicamento oral, ou de injeções de insulina, dentro de alguns anos após o diagnóstico.
Esses resultados decepcionantes, alguns dos quais pegaram os pesquisadores de surpresa, ressaltam os grandes desafios para o tratamento da diabetes tipo 2, que era considerada uma doença de adultos, até começar a surgir entre os adolescentes nos últimos 15 a 20 anos, em paralelo com índices crescentes de obesidade.
A obesidade dificulta a forma como o corpo regula o açúcar no sangue, contribuindo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. A conclusão é que a doença é evitável, em grande parte, quando se mantém um peso corporal adequado por meio de dieta e exercícios.
O estudo sugere que a mensagem para as famílias com crianças em risco de se tornarem obesas é prevenir o surgimento da obesidade agindo desde a primeira infância.
"Seria muito melhor se essas crianças simplesmente não contraíssem diabetes", disse Phil Zeitler, professor de pediatria da Universidade Estadual do Colorado, em Denver, e do Hospital Infantil do Colorado, que liderou o estudo. "Fica ruim depois que elas pegam a doença."
O Dr. Zeitler apresentou os resultados no domingo em uma reunião das Sociedades Acadêmicas Pediátricas, em Boston. Eles também foram publicados on-line pelo "New England Journal of Medicine".
As pessoas com diabetes tipo 2 correm o risco de sofrer ataques cardíacos e derrames, doenças renais, cegueira, amputações e infertilidade. Nos jovens, os problemas se ampliam, pois o risco de complicações aumenta com o tempo de duração da doença, dizem os pesquisadores.
O número de crianças americanas com diabetes tipo 2 não está bem definido, mas estimativas de 2001 a 2005 do Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, ou CDC, sugerem que dezenas de milhares são afetadas, e há um aumento de 3.600 casos por ano. As minorias, incluindo negros e hispânicos, correm mais risco do que as crianças brancas, e as meninas mais do que os meninos. O CDC diz que cerca de 17% dos americanos com menos de 20 anos de idade, ou cerca de 12,5 milhões de pessoas, são obesos e correm maior risco de contrair diabetes tipo 2.
A diabetes tipo 2 é distinta da versão de tipo 1, uma doença autoimune em que o corpo não produz insulina, o hormônio que controla o nível de açúcar no sangue.
O estudo foi patrocinado pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais e iniciado há dez anos, após um aumento acentuado, em meados da década de 90, dos casos de crianças diagnosticadas com diabetes tipo 2.

Silvio Santos 'perde' as calças durante gravação de programa

“Caiu as calças do animador. Quem mandou não segurar?”, disse o apresentador às gargalhadas



O apresentador Silvio Santos perdeu as calças durante a gravação do “Não Erre a Letra”, quadro de seu programa que foi ao ar no último domingo (29).

O acidente, no entanto, foi levado na brincadeira por ele, seus convidados e pelo animador de plateia Liminha. “Caiu as calças do animador. Quem mandou não segurar?”, disse Silvio às gargalhadas.

“O que eu faço agora?”, questionou após o acidente. Instruído pela produção do programa a ir ao camarim, Silvio se recusou a interromper as gravações. “Não vou para o camarim, nada. É só apertar o cinto”, disse ele, que arrumou a roupa no palco mesmo e retomou o trabalho. Com informações são do Uol.

domingo, 29 de abril de 2012

Sou contra o reajuste do piso somente pelo INPC”, diz Mercadante

Ao receber os dirigentes da CNTE em audiência realizada hoje (26) pela manhã, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que é contrário ao reajuste do piso nacional dos professores usando apenas o índice inflacionário. "Sou contra o reajuste do piso somente pelo INPC", disse. A audiência fez parte da agenda de atividades da 13ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, aproveitou a oportunidade para entregar ao ministro a camisa da campanha da Confederação em defesa do investimento público de 10% do PIB na Educação por meio do PNE.
O ministro Mercante está dialogando com as entidades da área educacional para ajudar na busca de uma nova fórmula para o reajuste dos vencimentos dos docentes. Esta série de encontros teve início depois que a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei nº 3.776/08, que propõe o INPC como único critério de reajuste.
Mercadante já havia recebido representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), que argumentam a favor de uma fórmula de correção similar à usada para a definição do salário mínimo. Já a CNTE defende o reajuste do piso com base na variação do valor-aluno do Fundeb. Os dirigentes da entidade argumentaram ao ministro que, qualquer que seja a fórmula adotada, ela precisa garantir ganho real, e não apenas a correção da inflação, para estar em consonância com a meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a valorização da categoria. O ministro da Educação garantiu à CNTE que o MEC fará estudos sobre o tema.
O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, aproveitou a oportunidade para entregar ao ministro a camisa da campanha da Confederação em defesa do investimento público de 10% do PIB na Educação por meio do PNE. 
AGU anuncia 138 vagas com salário de até R$ 14 mil para nível superior




A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou o edital dos dois concursos públicos que devem preencher 138 vagas de nível superior. As remunerações elevadas, de até R$ 14 mil, devem estimular a competição do certame, que inclui oportunidades para os cargos de advogado da União (68) e procurador da Fazenda Nacional (70).

As seleções serão realizadas separadamente. O Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) ficará responsável pela organização do processo seletivo para advogados. De acordo com o edital, as inscrições poderão ser feitas entre 8 e 28 de maio, com taxa de R$ 135. As provas objetivas foram marcadas para 8 de julho. Os candidatos devem passar ainda por exames discursivos, orais, sindicância de vida pregressa e avaliação de títulos.

Os testes para procurador da Fazenda Nacional serão elaborados pela Escola de Administração Fazendária (Esaf). A taxa para as inscrições %u2014 que poderão ser feitas entre 14 e 27 de maio %u2014 é de R$ 130. A primeira etapa dos exames está prevista para 22 de julho, mas os inscritos ainda passarão por um longo processo até a homologação dos resultados, com três provas discursivas, teste oral, avaliação de títulos e de vida pregressa.
 

Vacinação contra gripe começa dia 05

Começa no dia 5 de maio e se estende até o dia 25 maio de a campanha de vacinação contra a Influenza. Trata-se de uma vacina trivalente, que protege contra três vírus diferentes, incluindo gripe sazonal e Influenza A H1N1. Em todo o Estado serão imunizados idosos, gestantes, crianças, com idade entre seis meses e dois anos e indígenas, que vivem em aldeias. Este ano, ainda irão receber a vacina, a população carcerária. A meta é imunizar  80% do público alvo, durante as três semanas da campanha, o que representa 2.522.623 milhões de mineiros.

“Nosso objetivo é proteger a parcela da população que corre mais risco de ter a doença na forma mais grave. Com isso, vamos evitar as internações e, principalmente, a mortalidade em virtude da doença. A meta é vacinar pelo menos até 80% da população alvo”, afirma a coordenadora estadual de imunização, Tânia Brant.

Com o slogan “Proteger é Cuidar”, a campanha envolverá, em todo o Estado, cerca de 13 mil profissionais de saúde. Haverá ainda 5.500 postos fixos e volantes, além de 1.525 veículos. Foram investidos R$ 2.696.972,91, sendo R$ 804.960,51 provenientes do tesouro estadual. Outros R$ 1.891.967,40 serão repassados aos Fundos Municipais de Saúde para operacionalização da Campanha.
A vacina contra a influenza é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenzae inativados, fragmentados e purificados. A composição e concentração das substâncias que compõem a vacina são atualizadas a cada ano, levando em consideração os dados epidemiológicos e as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A vacina é contra-indicada somente para pessoas que têm alergia grave a ovo de galinha e a seus derivados, bem como para aquelas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores.


Aspirina diminui risco de morte por câncer, diz pesquisa

Foto: ReproduçãoPesquisa divulgada por holandeses nesta semana reforça evidências de que, aspirina pode ajudar no tratamento de cânceres. Cientistas realizaram testes com pacientes com câncer de intestino. Aqueles que tomaram 80mg diários do medicamento por cerca de nove meses reduziram seu risco de morte em 30% durante o período de acompanhamento de três anos e meio.
O efeito da aspirina também se mostrou benéfico para os pacientes diagnosticados com câncer de cólon, diminuindo os riscos de morte em 39%, contrário do câncer de reto.
Ao menos 4.500 pacientes com câncer de intestino foram avaliados pelos pesquisadores. A descoberta dos holandeses reforça um trabalho britânico publicado no início desde ano que descobriu que a aspirina não só ajuda no tratamento contra vários tipos de cânceres, como também evita que a doença se espalhe para outros órgãos.
"Nossas descobertas podem ter implicações profundas. Neste estudo, mostramos o efeito terapêutico de uma droga amplamente disponível e barata. É possível que as pessoas mais velhas tenham outros problemas de saúde que indicam que não estão bem o suficiente para passar pela quimioterapia", comenta Gerrit-Jan Liefers, do Centro Médico da Universidade Leiden, na Holanda.

Ansiedade acelera progresso do câncer

Estudo feito em camundongos mostrou que animais ansiosos tiveram mais tumores e foram os únicos que desenvolveram formas invasivas

Pesquisadores da Universidade de Stanford descobriram que a ansiedade pode piorar a evolução do câncer. Em seu estudo, os cientistas verificaram que camundongos ansiosos desenvolveram mais tumores que os tranquilos por apresentarem decréscimo de imunidade. Análises anteriores já haviam relacionado o estresse crônico ao aumento do risco de câncer e de outras doenças, mas este é o primeiro a ligar biologicamente traços de personalidade como a alta ansiedade ao câncer.
“A descoberta é importante, pois se o diagnóstico de qualquer doença já gera ansiedade, mais aflito o paciente vai ficar caso saiba que a ansiedade é perigosa”, afirmou ao iG Firdaus Dhabhar, autor do estudo publicado no periódico científico PLoS ONE. Camundongos ansiosos mostraram que além de terem altos níveis do hormônio do estresse, a corticosterona, também apresentavam quantidades menores das chamadas células T, que atuam contra o câncer

Dhabhar adverte que ainda são necessários mais estudos para que analisar a relação entre ansiedade e a progressão do câncer em humanos. “O diagnóstico de câncer já é ruim o suficiente para gerar estresse e ansiedade e o nosso estudo sugere que a ansiedade pode acelerar a progressão da doença, o que pode acabar criando um círculo vicioso”, disse. Para o pesquisador, o objetivo da pesquisa é tentar amenizar ou eliminar os efeitos da ansiedade e do estresse crônico no momento do diagnóstico ou durante o tratamento.

Como assim rato ansioso?
Entende-se por camundongos ansiosos aqueles que não se saíram muito bem em testes que mediam o comportamento em motivações conflitivas como a dúvida entre a necessidade de explorar para encontrar comida e parceiros e a necessidade de segurança.

Para descobrir o grau de ansiedade dos camundongos, a equipe colocou os animais em canaletas em forma de cruz, onde um caminho tinha paredes abertas e no outro fechado. A ideia era medir a frequência com que os camundongo se aventuravam para o lado aberto. “É provável que um camundongo com alta ansiedade passe mais tempo na segurança do escuro, onde, na natureza, seria menos provável ser descoberto por predadores”, explicou Dhabhar ao iG.
Depois de determinados quais camundongos eram ansiosos e quais não eram, os animais foram expostos animais a raios ultravioleta por 10 minutos, três vezes por semana ao longo de 70 dias, o que causaria câncer de pele nas cobaias. Quase todos os camundongos desenvolveram câncer de pele, porém os ansiosos, com sistema imune mais fraco, tiveram mais tumores e foram os únicos que desenvolveram formas invasivas de câncer.