sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pais transmitem mais genes para gerar filhos autistas do que as mães

Três novos estudos fora publicados nos Estados Unidos pela revista especializada Nature.
Rio de Janeiro — Os pais têm quatro vezes mais chance que as mães de transmitir aos filhos genes com alterações que poderão resultar no desenvolvimento de autismo, e, quanto mais velhos são, maior o risco. Além disso, a área do cérebro onde ocorrem as falhas genéticas podem elevar o risco de surgimento desta disfunção — que pode ser causada por centenas ou até milhares de genes. Estas foram algumas das descobertas de três novos estudos americanos, que analisaram, ao todo, o genoma de 549 famílias, e cujos resultados foram publicados pela revista especializada “Nature”.
No estudo liderado por Evan Eichler, da Universidade de Washington, foram analisados os DNAs de 209 crianças autistas e seus pais. Em alguns casos, estudou-se também o genoma de irmãos que não apresentavam o problema. Os cientistas queriam saber se as falhas genéticas espontâneas que elevam o risco de autismo se originavam nas células sexuais masculinas ou femininas. Descobriram que as mutações ocorriam quatro vezes mais nos espermatozoides, e que, nos homens mais velhos, as alterações eram mais frequentes.
Uma provável razão para isso, segundo Joseph Buxbaum, diretor do Centro de Autismo Seaver e da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, é que o homem produz esperma todos os dias, o que eleva a chance de ocorrerem erros no código genético que podem ser transmitidos a seus descendentes.
— Isto nos mostra que a produção de esperma é um processo imperfeito, e basicamente conduzido pela idade do pai, o que faz sentido. À medida em que você envelhece, há mais e mais probabilidade de surgirem problemas — disse Buxbaum à agência Reuters.
Ainda segundo o especialista, esta constatação comprova outras pesquisas segundo as quais homens mais velhos têm maior risco de gerar uma criança que desenvolverá autismo.
Os outros estudos foram conduzidos por Mark Daly, do Instituto Broad, de Havard, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Matthew State, codiretor do Programa de Neurogenética da Universidade de Yale. Juntos, os três trabalhos identificaram algumas centenas de genes suspeitos.
As descobertas mostraram ainda que mutações ocorridas na parte do DNA onde as proteínas são programadas teriam um papel importante na desordem: nestes casos, o risco de desenvolver autismo é elevado entre cinco e 20 vezes. Erros genéticos podem ocorrer em qualquer área, mas causam problemas mais graves quando afetam partes do genoma necessárias ao desenvolvimento do cérebro.
— Estes resultados mostram que não é o tamanho da anomalia genética que define o risco, mas sim sua localização — afirmou ao jornal britânico “The Telegraph” Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental americano, um dos Institutos Nacionais de Saúde, que financiou um dos trabalhos.
Muitos dos pesquisadores integram o Sequenciamento Colaborativo do Autismo, o maior projeto dedicado a usar esta tecnologia para identificar os pilares genéticos do problema. O autismo engloba um amplo espectro de desordens, que vão de profunda inabilidade para se comunicar e retardo mental a sintomas relativamente leves, como na Síndrome de Asperger.
Nos Estados Unidos, uma em cada 88 crianças têm autismo, segundo estimativa dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. No Brasil, não existem dados oficiais, segundo a neuropsicóloga Roberta de Sousa Marcello, especializada em saúde mental e desenvolvimento pela Santa Casa de Misericórdia, em terapia cognitivo-comportamental pela Uerj e coordenadora do Instituto Priorit, que atende crianças com esta condição. Mas, estudos estão em desenvolvimento, e acredita-se que, de cada 100 ou 150 nascidos, um desenvolva autismo. Embora os cientistas acreditem que a causa da desordem é entre 80% e 90% relacionada a falhas genéticas, na maioria dos casos não é possível traçar uma causa hereditária.
Estudos anteriores já haviam mostrado que dezenas de genes poderiam elevar o risco de autismo. Mas as causas genéticas explicam apenas 10% dos casos, e trabalhos recentes, a exemplo do realizado agora pela Universidade de Washington, mostram que fatores ambientais, surgidos provavelmente durante a concepção, também são um potencial gatilho para a disfunção.
— Os fatores causais estão sendo bem estudados ultimamente. Quando falamos de genética, falamos de causas hereditárias e não hereditárias em que o ambiente e situações relacionadas podem interferir e causar mutações genéticas em fases cruciais do desenvolvimento do indivíduo, desde sua gestação até a primeira infância — explica Roberta. — Alguns fatores que podem estar relacionados ao autismo são idade dos pais, infecções, uso de substâncias tóxicas e medicações inadequadas durante a gestação, estresse intenso e prematuridade. Qualquer fator que afetar o desenvolvimento e o amadurecimento do sistema nervoso pode predispor o quadro.
Joseph Buxbaum diz que os resultados dos novos estudos combinados sugerem que entre 600 e 1.200 genes podem elevar o risco de desenvolvimento de autismo. A estratégia, daqui para a frente, é identificar as redes em que eles interagem no cérebro, para, a partir destas informações, desenvolver novos tratamentos:
— Temos agora uma boa noção do grande número de genes envolvidos no autismo.
Para os pesquisadores que participaram dos trabalhos, eles apenas arranham a superfície do que ainda será preciso descobrir para entender as causas genéticas do autismo. Mas a abordagem baseada no sequenciamento das mudanças que ocorrem na região onde os genes codificam as proteínas parece ser a melhor alternativa no momento.
— Antes do advento da tecnologia de sequenciamento do DNA, procurávamos no escuro pelos genes do autismo — diz Matthew State, da Univerisdade de Yale. — Agora, temos uma ideia clara do quadro genético e finalmente contamos com ferramentas para encontrar uma grande quantidade dos muitos genes que contribuem para o autismo.

domingo, 1 de abril de 2012


 

Papa celebra procissão e missa de Ramos

A festa de Ramos, com a qual os cristãos começam a Semana Santa, comemora a entrada de Cristo em Jerusalém
Pelo terceiro ano consecutivo, o Papa atravessou a multidão a bordo de seu  / VINCENZO PINTO / AFP 
 

O Papa Bento 16 presidiu neste domingo de manhã a procissão e a missa de Ramos na Praça de São Pedro, no Vaticano, na presença de milhares de fiéis reunidos para esta celebração com a qual se inicia a Semana Santa.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Papa atravessou a multidão a bordo de seu "papamóvel" até o altar instalado junto do obelisco situado no centro da Praça de São Pedro. Próximo ao obelisco foi instalado um jardim com 13 oliveiras.

O Papa, com vestes litúrgicas vermelhas (símbolo da vida), abençoou os ramos da multidão, composta em sua maioria por milhares de jovens, já que o domingo de Ramos coincide com a "jornada mundial da juventude" celebrada pelos católicos do mundo inteiro em cada diocese.

O Papa subiu as escadarias em frente à basílica de São Pedro, onde celebrou a missa de domingo de Ramos, um dia que descreveu como "o grande pórtico que nos leva à Semana Santa".

Em sua homilia, o Papa perguntou: "Quem é para nós Jesus de Nazaré? Que ideia temos do Messias? Que ideia temos de Deus? Esta é uma questão crucial que não podemos eludir, sobretudo nesta semana em que estamos chamados a seguir nosso Rei, que escolhe como trono a cruz".

"Somos chamados a seguir um messias que não nos garante uma felicidade terrena fácil, mas sim a felicidade do céu, a eterna bem-aventurança de Deus. Agora, temos de nos perguntar: Quais são nossas verdadeiras expectativas? Quais são os desejos mais profundos que nos trouxe hoje aqui para celebrar o domingo de Ramos e iniciar a Semana Santa?".

A festa de Ramos, com a qual os cristãos começam a Semana Santa, comemora a entrada de Cristo em Jerusalém, recebido por uma multidão que agitava ramos de oliveira, a alguns dias da Páscoa judaica.

Esta jornada precede, segundo os evangelhos cristãos, a prisão, crucificação e ressurreição de Jesus.

Bento 16, que fará 85 anos dia 16 de abril e regressou na quinta-feira de uma viagem de seis dias pelo México e Cuba.

sábado, 31 de março de 2012



Dilma Rousseff visita palácio Taj Mahal

Presidente afirma que Brasil e Índia podem ajudar a combater a crise econômica internacional
Dilma Rousseff visitou o suntuoso palácio Taj Mahal neste sábado  / Strdel/ AFP 

A presidente brasileira Dilma Rousseff mantém sua agenda de atividades na Índia, onde participou do encontro dos Brics, o bloco dos maiores países emergentes, e agora integra o "Seminário empresarial Índia-Brasil: uma nova fronteira para oportunidade de negócios". Neste sábado, ela fez uma visita ao suntuoso palácio Taj Mahal, principal cartão postal da Índia.

No encontro, Dilma, afirmou que Brasil e Índia podem juntos enfrentar e superar de forma mais efetiva os efeitos da crise econômica internacional.

“Eu tenho certeza que o dinamismo característico das nossas economias permitirá que superemos no melhor sentido esta fase crítica da economia internacional. Por isso é com alegria que eu vejo a nossa relação comercial se tornar cada vez mais expressiva. O Brasil permanece como principal parceiro comercial da Índia na América Latina”.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Sigh, destacou ao final de um encontro com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, o "profundo nível de convergência" entre ambos os países.

"Vamos aumentar nossas consultas sobre a reforma do sistema de governança mundial, particularmente no contexto das reformas das Nações Unidas e no âmbito do G20", com especial ênfase na reorganização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual aspiram ter um assento permanente, disse Singh
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domingo, 25 de março de 2012

Morre em SP o cantor sertanejo João Mineiro, que fazia dupla com Marciano


SÃO PAULO (O REPÓRTER) - A música sertaneja está de luto. Morreu na noite desse sábado (24), aos 76 anos, o cantor João Mineiro. Ele estava internado em um hospital de Jundiaí, em São Paulo, para a retirada da vesícula. Após a operação, o artista passou com complicações e não resistiu.

Ao lado do parceiro Marciano, João ficou conhecido na década de 70 por músicas como "Ainda Ontem Chorei de Saudade" e "Seu Amor Ainda é Tudo".

O corpo está sendo velado em Jundiaí e será levado para Andradas, em Minas Gerais, cidade aonde nasceu.